Encontro da ANPEC

Encerrou-se nesta sexta-feira o XXXIII Encontro Nacional de Economia da Anpec (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia).

Os trabalhos selecionados se concentraram em temas macroeconômicos, com especial ênfase para as questões de crescimento. Estes trabalhos, que representam a nata do pensamento econômico brasileiro, estão disponíveis para download no site da Anpec (http://www.anpec.org.br/encontro2005/textos.htm).

É perceptível também um ressurgimento do interesse da comunidade acadêmica de economistas pelos mais diversos aspectos da obra de John Maynard Keynes.

Muitos trabalhos selecionados e expostos durante o Encontro da Anpec apresentaram nítida inspiração keynesiana.



Escrito por Marcelo Passos às 07h07
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Contas Abertas

Ontem (09/12/2005) foi o Dia Internacional de Combate à Corrupção.

Uma ótima notícia foi o lançamento, pelo UOL - Universo On Line, do site "Contas Abertas"

Este site é um instrumento valioso para o controle, por parte de qualquer internauta, dos gastos governamentais.

Qualquer internauta que visitar o 
"Contas Abertas" poderá verificar os valores do orçamento da União.

Pode saber a verba liberada para cada programa do governo.

Para os economistas, sobretudo os que se dedicam às áreas de Finanças Públicas e de Economia do Bem-Estar (estudos sobre a desigualdade, pobreza etc.) é ouro puro, pois o site se baseia nos dados fornecidos pelo  Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), da Secretaria do Tesouro Nacional. O Siafi é responsável pelo registro sistemático, on line, de todos os dados orçamentários dos órgãos e das unidades gestoras dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Diz o site do UOL:

"O "Contas Abertas" conta com uma equipe de economistas e jornalistas comprometidos em buscar informações esclusivas sobre os gastos do governo, controlando de perto o destino do dinheiro público".

O site é uma excelente ferramenta para o exercício da cidadania e para a promoção da transparência no trato com os recursos públicos.



Escrito por Marcelo Passos às 07h02
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O passe do Kirchner



Escrito por Marcelo Passos às 06h37
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Íntegra do editorial da Folha de São Paulo (10/12/2005)

A resposta do BC

A grande frustração suscitada pelo desempenho da atividade produtiva no terceiro trimestre aumentou as pressões para que o Banco Central acelere os cortes da taxa básica de juros. É duvidoso se esses protestos surtirão efeito. Manter o ritmo homeopático poderia ser, do ponto de vista dos diretores do BC, um meio de demonstrar que eles não se dobram a movimentações políticas e continuam a tomar suas decisões segundo critérios de natureza pretensamente técnica.
Um dos argumentos que a diretoria do BC tem apresentado a seu favor é que a desaceleração foi fruto das incertezas provocadas pela crise política. Trata-se de uma maneira de transferir da política de juros para a política partidária a responsabilidade pelo mau resultado.
No entanto, mesmo uma eventual influência da crise não poderia ser ignorada pela autoridade monetária. Se um elemento externo interfere na dinâmica da atividade econômica, cabe ao BC agir de modo compensatório. Em outras palavras, se turbulências políticas estiverem contribuindo para conter a economia de maneira mais intensa do que a esperada, a autoridade monetária deveria aliviar o aperto da política monetária.
Além disso, há outros fatores que justificariam um corte mais ambicioso dos juros. Está claro que o BC já não se sente confortável diante do grau e da velocidade com que o real vem se valorizando. No entanto, as maciças compras de dólares nos mercados à vista e futuro, que a instituição vem realizando há semanas, continuam a se revelar insuficientes para interromper essa tendência.
Uma das principais razões está no fato de que a larga diferença entre a taxa de juros praticada no Brasil e as vigentes no exterior continua a estimular grandes operações especulativas nos mercados financeiros.
Uma das maneiras de desestimular essas apostas é reduzir a diferença, fazendo com que os juros brasileiros caiam mais rapidamente. Uma decisão nesse sentido seria um alívio múltiplo: para os setores endividados (como o próprio setor público), para os que dependem de crédito para crescer e para aqueles cuja competitividade no mercado internacional está sendo corroída pelo câmbio.



Escrito por Marcelo Passos às 06h27
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De Denise Neumann, colunista do jornal Valor Econômico:

"O crescimento de 4,9% do ano passado cedeu para algo perto de 2,5% - queda real e concreta de 2,5 pontos percentuais. A alta do IPCA foi de 7,6% no ano passado, e este ano o índice vai fechar próximo a 5,6%: a redução de dois pontos citada por Palocci. Quase um por um: cortar um ponto de inflação custou um pouco mais que um ponto de PIB.

A política de juros extremamente altos, perseguindo uma inflação que apenas beirou a demanda, derrubou pela metade o crescimento de 4,9% do ano passado. Simples assim. E o Copom elevou os juros porque queria controlar a demanda, caminho indireto para refrear aumentos de preços, consequência de uma economia que cresce acima do que sua capacidade instalada pode produzir (em economês, acima do seu produto potencial).

Bom, o Banco Central começou a elevar os juros porque a economia dava sinais de crescer acima do seu potencial. E o que aconteceu após 12 meses de juros em alta? Não há sinais consistentes na economia de que o investimento cresceu de tal forma a aumentar o potencial de crescimento da economia. Máquinas foram compradas, uma ou outra fábrica nova foi erguida, ajustes produtivos foram feitos. Mas em uma dimensão muito inferior à necessária. E se começarmos a crescer de novo acima de 3,5% ou 4% em 2006, o que fará o BC? O que fará o governo?

O governo só conseguiu tomar medidas concretas para elevar o investimento - e assim elevar o potencial de crescimento da economia - 14 meses após a primeira alta na taxa Selic. A "MP do Bem" foi lançada em junho, patinou muitos meses no Congresso e só foi aprovada e sancionada em dezembro. Nesse meio tempo, fábricas fecharam. Como noticiado no Valor, a gaúcha Azaléia fechou uma fábrica e demitiu 800 pessoas, porque os calçados que produz perderam competitividade no mercado externo em função do câmbio depreciado. A queda do dólar também ajuda a explicar a decisão da Bunge Fertilizantes de fechar sete de suas 35 unidades misturadoras de adubos e dispensar 400 funcionários.

No jogo juro muito alto-real valorizado-imposto menor, o que pesa mais para a empresa que exporta? Será que os benefícios da "MP do Bem" compensam a queda de 13% na rentabilidade média das exportações ao longo do ano, segundo cálculos da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior? Será que o juro real de 12% compensa a alíquota menor para aquisição de bens de capital?

O que está errado não são as contas do IBGE, ainda que críticas pertinentes sejam feitas por economistas que acompanham o nível de atividade, e que a instituição precise continuar (como tem feito) a aperfeiçoar seu trabalho. O que está errado é que a política econômica do governo Lula é incoerente: o que é bom (medidas de desoneração de impostos) se perde no conservadorismo exacerbado de uma diretoria de Banco Central que não teve a humildade de reconhecer que exagerou na dose e ainda tentou passar a culpa adiante."



Escrito por Marcelo Passos às 06h22
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Versos de Natal

Espelho, amigo verdadeiro,

Tu refletes as minhas rugas,

Os meus cabelos brancos,

Os meus olhos míopes e cansados.

 

Espelho, amigo verdadeiro,

Mestre do realismo exato e minucioso,

Obrigado, obrigado!

 

Mas se fosses mágico,

Penetrarias até o fundo deste homem triste,

Descobririas o menino que sustenta esse homem,

O menino que não quer morrer,

Que não morrerá senão comigo,

O menino que todos os anos na véspera de Natal

Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

 

Poema de Manuel Bandeira (1886-1968) in Lira dos Cinquent`anos (1959)



Escrito por Marcelo Passos às 06h12
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"No Brasil, apenas 1% tem. Os outros 99% tem que."

Autor: Millôr Fernandes - humorista, dramaturgo, escritor e gênio

Buscar na Web "Millôr Fernandes - humorista, dramaturgo, escritor e gênio"



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Escrito por Marcelo Passos às 03h50
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Crescimento de 2006

De acordo com a pesquisa mensal da Febraban, a perspectiva de crescimento do PIB para 2006 é de 3,46%.

Sem querer desmerecer a projeção da Febraban, não é demais lembrar que, há um ou dois meses atrás, todo mundo acreditava  em um crescimento de cerca de 3,5% para 2005. Alguns falavam em até 4%.

Agora torcemos para que a taxa de crescimento deste ano fique maior do que minguados 2%.



Escrito por Marcelo Passos às 03h26
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Bem-vinda seja a Venezuela

Para muitos economistas, o Mercosul não vinha apresentando resultados práticos efetivos. Alguns deles apontam que  seria mais viável, do ponto de vista estritamente econômico, que o Brasil tivesse plena liberdade para empreender acordos bilaterais, urbi et orbi. Ocorre que, pelas leis que constituem o Mercosul, se um país membro do bloco deseja um acordo, este deverá ser aceito por todos os demais membros. Além disso, o bloco é uma união aduaneira imperfeita. Vários produtos não possuem tarifa zero, como deveria ser em uma união aduaneira efetiva. 

 

O Mercosul vive um marasmo econômico marcado pelas salvaguardas argentinas e por um certo desânimo do empresariado nacional

 

No entanto, houve enfim uma notícia alvissareira para a América do Sul, como um todo: a Venezuela é o novo membro associado do Mercosul e sua entrada no bloco facilitará a integração energética da América Latina.

 

Em Montevidéu, na última sexta-feira, o convênio que marca o início dos estudos para a construção de um imenso gasoduto continental foi assinado por Lula, por Nestor Kirchner, presidente da Argentina e por Hugo Chávez, presidente da Venezuela. o para a construção de um imenso gasoduto continental. É uma obra fundamental para a integração energética destas três principais economias da América do Sul. O objetivo, a curto prazo, é superar a grande dependência do Brasil e da Argentina em relação ao gás boliviano. A Bolívia vem apresentando uma instabilidade política muito grande. A longo prazo, fala-se em ampliação da obra para outros países, como Paraguai, Colômbia, Chile, Peru e a própria Bolívia.  

  

O gasoduto, de acordo com o site do ministério das Minas e Energia (veja em http://www.mme.gov.br/site/news/detail.do;jsessionid=21A642EF9FD5AC5348F07211A524AD89?newsId=6372) terá cerca de 8 mil quilômetros de  extensão. Os estudos iniciais do projeto apontam para um volume de investimentos de US$ 10 bilhões a US$ 17 bilhões.

  

Obviamente, o ingresso da Venezuela no Mercosul foi facilitado pelas grandes reservas de gás e petróleo deste país. 

 

Além do citado volume de investimentos, a integração energética da América Latina poderá oferecer boas oportunidades para o fortalecimento de três das principais indústrias petrolíferas sul-americanas: a PDVSA, da Venezuela, a Petrobrás e a Repsol YPF, empresa de capital espanhol e argentino.



Escrito por Marcelo Passos às 03h14
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The OECD Outlook for Brazil

According to OECD`s latest report, Brazil`s economy displays a growth trend in a mid-term. The report  highlighted the good fundamentals of Brazilian economy: stable conditions of balance-of –payments, a low and controlled inflation tax, falling (but at a high level) interest rates and a trustworthy level of domestic demand. The dissonant note, pointed by OECD, was a third quarter downturn of GDP growth.

 

OECD reckons that the increasing investment tax, as well brazilian`s macroeconomic stability, will transform domestic demand in a key-factor of Brazil's growth.  

 

The Organization predicted Brazilian economic growth would be 3.7% in 2006 and 3.9% in 2007. The report projected inflation at a level of 5.5% this year. In 2006, the inflation would be at 4.7%. In 2004, Brazilian consumer price index (IPCA) came in at 7.6%.



Escrito por Marcelo Passos às 03h07
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Abertura Econômica: parte II

Parece haver uma relação positiva entre crescimento econômico e grau de abertura econômica.

 

Dados da última revista Exame mostram que, na comparação entre Brasil, Chile, Coréia e China, nosso país é o que apresenta menor crescimento médio entre 2000 e 2004 (cerca de 2,6%, contra 6,0 % do Chile, 6,2% da Coréia e 8,6% da China). 

 

Curiosamente, também possui o menor nível de exportações sobre o PIB (índice de 22%, contra 38% do Chile e da Coréia do Sul, e 40% da China).

 

Adam Smith revelou, examinando o crescimento industrial inglês do século XVIII, que  a política mercantilista de exportar cada vez mais e importar somente o essencial era totalmente equivocada.

 

Keynes, apesar de ter ressaltado as virtudes de superávits comerciais, também era francamente favorável a integração econômica dos países, haja visto a advertência que fez ao governo inglês acerca dos pesados reparos de guerra assumidos pelos alemães, quando do término da Primeira Guerra Mundial. A solução advogada por  Keynes em “The Economic Consequences of Peace” era integrar a economia alemã à européia, e não isolá-la.

 

No caso brasileiro, uma abertura econômica seletiva, gradual e negociada, poderia contribuir para garantir a tendência positiva de redução da vulnerabilidade externa.

 

Além do mais, a Alemanha da década de 60, o Japão das décadas de 70 de 80 e o exemplo atual da China, mostram que a combinação de câmbio depreciado e juros baixos pode ser benéfica para o crescimento econômico sustentado.

 

Por outro lado, bem sabemos o que gerou o populismo cambial no Brasil e na Argentina.



Escrito por Marcelo Passos às 01h15
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Abertura Econômica: parte I

O BC vem tentando, em vão, corrigir a trajetória de forte apreciação do real por meio de intervenções no mercado cambial. Tentativa interessante, ainda que, do ponto de vista dos resultados, completamente estéril.

 

Não haveria de ser de outro modo. Com taxas de juros de elevadas e expansão vigorosa das exportações, que não obedece somente à depreciação cambial, mas reflete mudanças estruturais de nossa economia, não há leilão de swap cambial reverso que contenha o influxo massivo de capitais externos.

 

Cabe a pergunta: quais outros mecanismos de política econômica poderiam levar a taxa de câmbio a um patamar que mantenha a tendência da nossa expansão exportadora?

 

O primeiro instrumento é trivial: uma redução menos pusilânime da taxa Selic.

 

O segundo instrumento seria uma redução das tarifas para as importações de insumos de  setores-chave da economia brasileira. Setores como os de eletroeletrônicos, tecnologia e computação, alimentos, veículos, máquinas e equipamentos e de tintas. Estes setores são dependentes de insumos com grande peso em nossa pauta de importações (componentes eletrônicos, trigo, produtos de mecânica de precisão, robôs etc.). 

 

Uma redução seletiva e negociada de tarifas seria positiva do  ponto de vista da política industrial brasileira. Geraria várias externalidades positivas para a economia brasileira.

 

Entre as externalidades de curto prazo poderíamos observar uma maior abertura da nossa economia, a redução da taxa de câmbio real e uma maior integração com a economia mundial (supomos que tal redução de tarifas teria como pré-condição a exigência de reciprocidades advindas de ampla negociação com outros países).

 

Como externalidades de longo prazo teríamos uma maior oferta de empregos qualificados, o incremento da  participação de produtos industrializados nas exportações, ganhos de produtividade industrial, substituição de importações, maior diversificação e complementaridade das relações inter e intra-industriais brasileiras e  ganhos de bem-estar para o consumidor nacional. 

 

O Ministério da Fazenda já está estudando as formas pelas quais tal abertura seletiva se dará. Obviamente, deve ser evitada qualquer tipo de abertura unilateral e voluntariosa, tal como a que foi feita no período Collor e na gestão de Ciro Gomes como ministro da Fazenda. Ambas foram desastrosas do ponto de vista da geração de empregos e da busca de reciprocidades com outros países.



Escrito por Marcelo Passos às 13h27
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Lula candidato?

O que causa surpresa é a notícia do blog de Josias de Souza: Lula lançará a sua candidatura no final de fevereiro ou início de março do ano que vem. Veja em http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/index.html.

Outra notícia surpreendente foi dada pelos repórteres Karla Correa e Sérgio Parderlas do JB Online: a política econômica do governo pode, sim, ser modificada. Veja em http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/brasil/2005/12/06/jorbra20051206008.html.

Entre fumaças e fogo, parece que a campanha eleitoral não esperou papai Noel chegar.



Escrito por Marcelo Passos às 05h57
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Céu de brigadeiro?

O dólar na última terça-feira (06/12/2005) ficou em R$ 2,17.

A palavra da moda, quando se fala em câmbio, é leilão de swap cambial reverso. Por este instrumento, o BC ofertou 12.500 contratos desse tipo às instituições financeiras credenciadas a participarem do mercado cambial (dealers). As transações somaram cerca de US$ 598,4 milhões.

A lógica é a seguinte: os dealers que compram contratos de swap cambial reverso apostam que a variação futura dos juros será maior que a do dólar. Se não conseguirem ganhar com a variação dos juros, poderão comprar dólares no mercado futuro. O BC também tem comprado mais dólares no mercado à vista.

Ocorre que tais intervenções são inócuas diante do nosso recorde mundial de juros reais: taxa de 13,5% ao ano.

Os bancos continuam vendidos em dólar e, diante do viés conservador do BC, os bancos continuam a ganhar a remuneração estratosférica de nossos juros reais, que continua atraindo o capital flutuante internacional.  

Ainda do lado financeiro, a Bolsa de Valores atingiu o pico de 33 mil pontos, refletindo o ingresso maciço de capitais no país e a queda do nosso risco-país que, na avaliação do J.P. Morgan, está no piso histórico de 317 pontos.  

Céu de brigadeiro: alta da Bovespa, risco-país em baixa, superávit primário em alta, exportações em alta, melhora do risco-país, taxa de câmbio em baixa (veja em http://news.ft.com/cms/s/aa4b422a-65fc-11da-8f40-0000779e2340.html o que Financial Times pensa sobre o assunto ), redução do coeficiente de Gini, aumento da esperança de vida ao nascer, castanha mais barata no Natal, Corinthians campeão...

E o pessoal do Ipea reduz a previsão de crescimento para 2005 e 2006? E o IBGE calcula errado as taxas de crescimento do país? A Azaléia desativa uma fábrica de calçados e demite 800 trabalhadores? Que miopia dessa gente!  Ah, essas cassandras de plantão... Xô urucubaca, xô!



Escrito por Marcelo Passos às 05h23
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Mais dez anos perdidos?

De quando em quando saem algumas matérias na grande mídia que até merecem ser lidas com atenção.

As revistas Veja e Exame publicaram reportagens que abordam os principais entraves ao desenvolvimento econômico brasileiro. As reportagens baseiam-se em um estudo da consultoria McKinsey e em interessantes dados comparativos internacionais.

Para sua informação: no período de 1995 a 2004, elevou-se muito o hiato entre o PIB per capita brasileiro e do norte americano. Em 1995, este descompasso era de 77 pontos percentuais em 1995; em 2004, subiu para 79 em 2004.

 

Num exercício de crescimento comparado, seria este um sinal claro de outros dez anos perdidos?



Escrito por Marcelo Passos às 04h52
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"Os países que contaram com instituições fortes, especialmente os que souberam ter um custo baixo de produção em suas economias, estão em situação cada vez melhor"

Autor: Douglass North - prêmio Nobel de Economia de 1993

Buscar na Web "Douglass North - prêmio Nobel de Economia de 1993"

Quando: Dezembro de 1997



Categoria: Citação
Escrito por Marcelo Passos às 04h47
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Keynes Lecture Hall

http://mobydicks.com/lecture/Keyneshall/wwwboard23.html

Classificação:



Categoria: Link
Escrito por Marcelo Passos às 03h36
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E a Microeconomia?

As agências regulatórias e o Cade, de acordo com o site do Joelmir Beting, padecem com a falta de verbas. Até agosto, só 20% da verba orçamentária destinada para estes órgãos foi liberada.

Além disso, a legislação sobre as  agências reguladoras está estacionada nos escaninhos do Congresso Nacional.

Joelmir alerta: " dizem que a Aneel, do setor de energia, e a Anatel, do setor de telecomunicações, ainda correm o risco, agora em outubro, de ter suas atividades residuais também encerradas, por falta de pagamento das contas de custeio. A Aneel, de energia, por corte da luz. E a Anatel, da telefonia, por corte de linha. Aneel cega. Anatel muda". Veja em http://www.joelmirbeting.com.br/noticias.asp?IDgNews=2&IDNews=26898



Escrito por Marcelo Passos às 01h59
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Brazil becomes the Latin America`s largest economy

 Brazil becomes again the Latin America`s largest economy. The appreciation of real, the brazilian currency, against the dollar and the euro, has increased brazilian GDP, in dollar terms. As a result, Mexico is no more the largest economy in Latin America.

 

According to IBGE (Brazilian Census Bureau), Brazil had a GDP of $794.4 billion in the period of the four quarters ending June 30, while  meexican GDP stood at $765.7 billion for the same period, according recent mexican statistics.

 

A strong demand for brazilian exports and huge influxes of dollars into Brazil from foreign investors has been doing brazilian GDP growing faster than Mexico's.

In the last year, the real strengthened 9.4 percent against the dollar. This percentage arose for 17.2 until september of this year.

 

The real interest rate of Brazil stands at level of 13.5 percent. It causes a massive  inflow of external investments into Brazil. Investors have putting your money in government bonds that offers the largest return of the world, with the benefit of a relative low risk.  

 

Furthermore, the chinese demand  for products of Mercosur (steel, soy and meat, for example), in addition to a intensive growth of the  world economy, had helping other south american economies, like Argentina, Paraguay and Uruguay.  



Escrito por Marcelo Passos às 00h55
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Espetáculo das próprias pernas?

Responda rápido: como pode haver um "espetáculo de crescimento com passos a serem dados do tamanho das nossas próprias pernas"?

É que  o espetáculo fica por conta do presidente. O crescimento do tamanho das pernas fica por conta do do Pallocci.



Escrito por Marcelo Passos às 20h17
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