O melhor dos blogs econômicos
De Economistas do Futuro: “Brasil pode crescer mais que Índia, diz estudo do BNDES”
De Economics Roundtable: “City Lights”
Escrito por Marcelo Passos às 00h39
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Decifrando a Esfinge
Em Decifrando Meirelles um artigo de Leonardo Attuch, na Isto é Dinheiro número 438, o jornalista traça um perfil interessante do presidente do Banco Central.
Um trecho do texto: “E o que, então, ele pretende fazer na economia em 2006? Depois de eliminar a dívida indexada ao dólar, sua meta é persistir na mesma toada de redução gradual dos juros. Embora o mercado aposte num crescimento do PIB de 3,5% neste ano, Meirelles está convicto de que o número será de 4% – ou até maior. Aos 60 anos, ele diz que jamais presenciou um ambiente macroeconômico tão benigno no Brasil, com crescimento, queda do desemprego, contas públicas em ordem e superávits comerciais exuberantes. Se há problemas, ele garante que o erro não está no Banco Central.”
Escrito por Marcelo Passos às 00h12
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Tautologias ou cada coisa em seu devido lugar
Em primeiro lugar, caro leitor, perdão pelo tom meio dogmático deste texto.
Mas observamos desde sempre, sobretudo a partir do fatídico 11 de setembro de 2001, que a intolerância e o fanatismo estão bem próximos.
Estão nas religiões, nos times de futebol, na política, na justiça e – forçoso dizer - também na ciência e na imprensa.
Toda religião, crença ou seita deve ser respeitada e isto inclui as personalidades máximas de cada uma delas.
A liberdade de imprensa deve ser respeitada e pressupõe o respeito e a responsabilidade para lidar com as crenças dos cidadãos.
Até agora só repeti obviedades.
Mas é que a justiça, o bom-senso e a lógica estão sempre fundamentadas na simplicidade.
E são o caminho mais seguro para a verdade.
Escrito por Marcelo Passos às 20h58
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"Um bom político nasce do cruzamento de um malabarista com o Excel. Ele não deve só usar os malabares, nem só calcular no Excel" Buscar na Web ""
Categoria: Citação
Escrito por Marcelo Passos às 20h42
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"É preciso passar o Brasil a limpo"
Autor: Boris Casoy
Buscar na Web "Boris Casoy"
Frase dita várias vezes pelo jornalista.
Categoria: Citação
Escrito por Marcelo Passos às 14h22
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"Se o governo comprar um circo, o anão começa a crescer"
Autor: Delfim Netto
Buscar na Web "Delfim Netto"
Categoria: Citação
Escrito por Marcelo Passos às 14h09
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A construção
As medidas de incentivo ao setor de construção civil podem gerar efeitos multiplicadores interessantes para a economia. A promoção da construção civil, além do óbvio poder gerador de empregos, sobretudo os não-qualificados, também implica em conseqüências positivas para uma série de outros setores de bens intermediários: setor madeireiro, de vidros, produtos cerâmicos etc. Estes setores são compostos sobretudo por micro e pequenas empresas. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), cerca de 90% do total do setor da construção civil é composto por elas.
A notícia dos incentivos foi bem recebida pelos empresários que projetam um crescimento de 5% do mercado, supondo uma taxa de crescimento de 3,3% do PIB em 2006.
O governo promoveu uma desoneração tributária de vários produtos. A alíquota do IPI foi zerada para alguns produtos e foi reduzida para outros. O volume de recursos para o financiamento da construção foi aumentado para R$ 18,7 bilhões.
Ainda assim, conforme o Sinduscon, a carga tributária sobre o setor, mesmo considerando a desoneração tributária, ainda será de 38% do PIB da construção. É muito.
O Sinduscon cobra também a inclusão das empresas da construção civil na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Esta Lei está em avançado estágio de negociação na Câmara. A posição do Sinduscon está em “Sinduscon comenta o pacote da construção”.
Escrito por Marcelo Passos às 13h59
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Em síntese
O Sinduscon argumenta que se as empresas de construção forem incluídas na nova lei elas poderão se beneficiar das vantagens do Simples. O impacto da desburocratização fiscal para estas empresas poderia ser um aumento expressivo do nível de formalização do setor. Isto é importante se considerarmos que 63,2% do mercado está na informalidade.
O governo afirma que a redução do grau de informalidade seria desejável, mas aumentaria os benefícios pagos pela Previdência Social (seguro-desemprego, benefícios por invalidez, licença médica etc.).
O Sinduscon pondera que o aumento da arrecadação gerado pelo aumento da informalidade cobriria os possíveis custos previdenciários.
Na perspectiva macroeconômica esta seria uma discussão entre economistas do lado da oferta (governo) – os fiéis cultores de Dornbusch e Blanchard – e economistas que consideram a demanda (Sinduscon) – aqueles que não se furtaram à leitura da Teoria Geral.
Na perspectiva mesoeconômica as medidas vieram pela metade, dado que a redução da informalidade de um setor tão importante quanto o da construção, esta sim, seria uma ótima notícia.
Na perspectiva microeconômica, a do micro e pequeno empresário da construção civil, as medidas são tiram lenha da fogueira, mas permanecem a burocracia fiscal e os 38% de carga tributária.
Escrito por Marcelo Passos às 13h56
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Blogosfera econômica
De Gustibus non est Disputandum: Uma proposta modesta e Fidelidade Importa (o processo evolutivo encontra as normas religiosas sobre o casamento).
De Economia em Debate: O animal spirit e a recessão e Rótulos.
De Sou + Economia: Real valorizado tirou 895 empresas do mercado externo.
Rabiscos Econômicos: Cadastro positivo e seleção adversa.
Escrito por Marcelo Passos às 00h07
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A Emenda 102 da Super Receita
O projeto de lei de Criação da Receita Federal do Brasil foi aprovado no plenário da Câmara. O projeto aglutina duas instituições: a Secretaria da Receita Federal (SRF) e a Secretaria da Receita Previdenciária (SRP). Cabe ao Senado, ainda em fevereiro, deliberar sobre a aprovação ou não da Super Receita.
O novo órgão deverá centralizar a arrecadação e a fiscalização dos tributos e contribuições federais, inclusive as da Previdência Social.
O que preocupa é a emenda 102, que prevê possíveis concessões de empréstimos a empresas que façam parte dos seus dois programas de parcelamento dos seus passivos fiscais:o Refis (Programa de Recuperação Fiscal) e o Paes (Parcelamento Especial). Estes empréstimos seriam concedidos pelo Banco do Brasil e ajudariam as empresas a pagarem antecipadamente suas dívidas fiscais.
A criação da Super Receita pode vir a melhorar a gestão fiscal do país, em termos organizacionais. Mas será um desafio para o novo órgão conciliar funções arrecadatórias e fiscalizatórias com a de financiador de empresas com débitos fiscais.
O Banco do Brasil, pela Emenda 102, poderá emprestar recursos para as empresas quitarem seus débitos fiscais em 180 meses, com parcelas pós-fixadas pela TJLP (taxa de juros de longo prazo) e calculadas pelo sistema de amortização constante (SAC).
Ou seja, a Super Receita e o BB podem gerar, com estes refinanciamentos, elevação dos gastos fiscais no curto prazo. Um total contra-senso, pois o órgão está sendo criado para centralizar e racionalizar a arrecadação. Com a emenda 102 a lógica poderá vir a ser: gasta-se mais agora para arrecadar mais depois.
Tudo bem que tais gastos visam uma recuperação de créditos já dados como improváveis. O perigo são os possíveis excessos que, se ocorrerem, podem comprometer sustentabilidade do ajuste fiscal em curso.
Escrito por Marcelo Passos às 23h31
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