Best posts
Nice posts of economics blogs:
Freakonomics blog: “Let`s do the crime drop again” and "New evidence on racial test score gaps"
Eric Rasmusen´s weblog: "Using doctrine in biblical translation"
Institutional Economics: "Bernanke, Warsh, Inflation Targeting and the Fed"
Escrito por Marcelo Passos às 23h53
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Blogosfera luso-brasileira
O melhor dos blogs luso-brasileiros sobre Economia:
De Gustibus non est Disputandum: “Um post baseado em fatos” e “Poder, poder, poder”
Economistas do futuro: “Esqueleto do apagão ainda afeta balanço”
Pura Economia: “Movimento conservador” , “Economia da Religião” e "A cigarra e a formiga"
Olhar Econômico: "Empreendedorismo"
Escrito por Marcelo Passos às 22h53
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"Há uma regra geral que nunca ou raramente falha: quando alguém é causa do poder de outrem, arruina-se. Pois aquele poder vem de astúcia ou força, e qualquer destas é suspeita ao novo poderoso."
Autor: Nicolau Maquiavel, filósofo italiano (1469-1527)
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Escrito por Marcelo Passos às 22h31
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Explicando o status quo
Nesta quinta-feira (16/03) o BC explicou o seu viés de status quo.
Na divulgação de sua ata, assinalou que ainda “há certos riscos” na economia brasileira, razão pela qual reduziu com apatia a taxa Selic em apenas 0,75 ponto percentual na reunião do dia 08/03.
A inflação está em queda, a produção industrial vem se recuperando desde o quarto trimestre de 2005, há uma situação externa rara na história econômica do país e a situação fiscal sob controle.
Todavia, o Comitê de Política Econômica (Copom) optou por manter o viés de status quo com o qual vem pautando suas decisões ao longo de suas útlimas reuniões. Apenas três dos nove membros do Copom sugeriram um corte menos tímido de 1 ponto percentual. Os outros seis preferiram manter o conservadorismo.
Conforme a ata, os membros convencionaram que deve-se esperar mais perceber melhor o impacto dos últimos cortes da Selic sobre a evolução dos índices inflacionários.
A ata também espera que a inflação deste ano fique abaixo da meta do BC, que foi estipulada em 4,5%.
Um trecho da ata: "A convergência ininterrupta da inflação para a trajetória de metas e a resultante consolidação de um cenário de estabilidade macroeconômica duradoura contribuirão para a manutenção do processo de redução progressiva da percepção de risco macroeconômico que vem ocorrendo nos últimos anos. O espaço para que observemos juros reais menores no futuro continuará se consolidando de forma natural como conseqüência dessa melhora de percepção".
Os membros do Copom diagnosticaram uma melhora no risco-país (atualmente próximo dos 200 pontos). Por outro lado, analisaram que há uma deterioração da liquidez internacional, dada a elevação do nível de incerteza em relação à evolução dos juros futuros dos países desenvolvidos.
Escrito por Marcelo Passos às 22h17
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Questão de arrojo
Outro trecho: "O Copom permanece atribuindo baixa probabilidade a um cenário de deterioração significativa nos mercados financeiros internacionais, ou seja, suficiente para comprometer as condições de financiamento do País, ainda mais em face ao aumento da capacidade de resistência da economia brasileira a choques externos".
No início do ano 2000, após a crise de 1999, o então presidente do BC Armínio Fraga, reduziu a taxa de juros rapidamente, sem sobressaltos inflacionários e manteve o câmbio atraente para os exportadores.
Armínio foi arrojado para reduzir a Selic em um ano em que a economia mundial não apresentava desempenho tão bom quanto o dos últimos três.
Em 2000 a economia cresceu 4,36%, com o início do atual ciclo de expansão das exportações.
Escrito por Marcelo Passos às 22h16
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"O crédito é o único testemunho duradouro da confiança do homem no próprio homem."
Autor: James Blish, escritor norte-americano (1921 - 1975)
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Escrito por Marcelo Passos às 01h17
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"The rich are different from you and me because they have more credit. "
Autor: John Leonard, crítico norte-americano (1939 - )
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Escrito por Marcelo Passos às 00h53
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Neurofinanças
Brian Knutson é professor e pesquisador sobre neurociência e psicologia na Universidade de Stanford, na Califórnia.
Descobriu, por meio de exames com aparelhos modernos de ressonância magnética que nossos cérebros reagem à possibilidade de ganhar de dinheiro de modo muito próximo ao da possibilidade de fazer sexo.
A reportagem de Adam Levy, da Bloomberg, reproduzida pela Folha de São Paulo, afirma: “No interior do crânio de cada um dos alunos testados, correntes elétricas dançavam através de um complexo de neurônios mais ou menos do tamanho e do formato de um amendoim. O sangue ia rapidamente ao centro de prazer do cérebro enquanto os alunos conduziam transações simuladas com ações e títulos financeiros. Na tela observada por Knutson, a região do cérebro que estava em observação e abriga o cerne do desejo humano, brilhava em um intenso amarelo canário. (...) O prazer do orgasmo, a sensação propiciada pela cocaína, a satisfação de adquirir ações do Google por US$ 450, tudo isso é governado pela mesma rede neural, de acordo com as conclusões de Knutson, 38. Além disso, nossos circuitos primais de prazer podem superar os bloqueios impostos pela razão, no córtex frontal do cérebro, e freqüentemente o fazem, diz o professor. Em outras palavras: as ações e os títulos financeiros, como o sexo, ocasionalmente nos levam à loucura”.
Knutson faz parte de um programa de pesquisa que vem sendo chamado de “neurofinanças”.
O objetivo é ambicioso: mapear o cérebro humano para entender o comportamento dos investidores.
Autores importantes como Daniel Kahneman, já investigaram a dimensão comportamental das decisões tomadas pelos agentes econômicos. Kahneman, que ganhou o Nobel de Economia em 2002, fez uma análise a partir da teoria microeconômica neoclássica e da psicologia behaviorista.
Henry Kissinger dizia que o poder é afrodisíaco.
Pelo visto, não é só o poder...
Escrito por Marcelo Passos às 23h14
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O princípio hedonista e as “velhas” idéias sobre o assunto
A microeconomia neoclássica é fortemente influenciada pela filosofia empirista e utilitarista. Autores como John Locke, em “Ensaio sobre a Compreensão Humana”, de 1689 e David Hume, em “Um Tratado sobre a Natureza Humana”, de 1739, defenderam uma visão oposta à de filósofos como Spinoza, Leibnitz e Descartes, que baseavam todo o seu pensamento nas especulações teóricas. Para Locke e Hume, contudo, somente a experiência e o senso comum pode gerar as idéias. Com a ajuda da filosofia positivista de Auguste Comte, os ramos da Economia Aplicada ganharam grande impulso na segunda metade do século XX, impulsionados também pelas demandas da Guerra Fria e pelo desenvolvimento do capitalismo industrial.
Comportamento e Economia sempre estiveram fortemente associados.
Keynes se referia aos animal spirits dos empresários. Tal conceito pode ser traduzido como otimismo espontâneo e se relaciona a idéia de compulsão pelo lucro descoberta pelos pesquisadores de Stanford.
Stanley Jevons, na obra “Teoria da Política Econômica”, de 1871, afirmou que “o objeto da economia política é determinar o máximo de felicidade que se pode ter adquirindo o máximo de prazer com o mínimo de esforço possível”. Jevons foi influenciado pela concepção hedonista de Jeremy Bentham, filósofo utilitarista.
Adam Smith postulava que todo ser humano é levado a agir pelo desejo de uma recompensa. Dizia mais: este desejo era inato, intrínseco à natureza humana.
Schumpeter, todavia, era crítico em relação ao princípio hedonista enunciado por Gossen, em 1854. Gossen defendia que o homem busca o máximo de satisfação com o mínimo dispêndio de esforço. A crítica de Schumpeter é muito perspicaz: “Se definimos motivo hedonista da ação como o desejo de satisfazer as próprias necessidades, podemos realmente fazer com que as “necessidades” incluam quaisquer impulsos, do mesmo modo como podemos definir o egoísmo de forma a incluir também todos os valores altruísticos, baseando-se no fato de que também significam algo no sentido da autogratificação. Mas isso reduziria a nossa definição à tautologia. Se desejamos dar-lhe significado, devemos restringi-la às necessidades tais que sejam capazes de ser satisfeitas pelo consumo de bens, e àquele tipo de satisfação que se espera deste”.
Esse Schumpeter sabia das coisas...
Escrito por Marcelo Passos às 23h13
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Novas idéias antigas
Infelizmente, não é hábito dos economistas brasileiros e norte-americanos, por exemplo, ler e reler os livros clássicos da Economia.
Os raros economistas que têm esse hábito sabem que há pouquíssimas idéias realmente novas em Ciência Econômica. Há novas maneiras de se formular e testar empiricamente idéias antigas. A Economia moderna usa as ferramentas da Economia Matemática e da Análise Matemática para formulá-las de modo diferente e os métodos econométricos para testá-las empiricamente.
Mas o que há de realmente relevante em Economia está em cerca de 30 ou 40 artigos seminais e na coleção "Os Economistas" da Editora Nova Cultural/Abril.
Um exemplo de idéia antiga, de puro bom-senso, e incrivelmente atual? A recomendação de prudência aos economistas, feita por Kenneth E. Boulding, uma das maiores autoridades em Política Econômica de todos os tempos.
"O economista prudente é relutante em abandonar qualquer coisa pelo crescimento, posto que o crescimento muito rápido poderá tornar um país completamente instável. Países pobres não podem permitir-se ser ao mesmo tempo equânimes, justos, estáveis (ou controlados) e livres, pois há muitas virtudes que são praticadas somente pelos países ricos".
Kenneth Boulding nasceu em 1910 e morreu em 1993. Era inglês, mas trabalhou nos EUA.
O texto original: "The wise economist is loath to give up anything for growth, though very rapid growth is able to make a country quite unstable. Poor countries can`t afford to be both equal, just, controlled and free. So there are many virtues which are practiced only by the rich."
O texto foi extraído da 4ª edição de "Principles of Economic Policy" New Jersey: Prentice Hall Inc, 1964.
É isso. Nada mais atual do que algumas idéias antigas.
Escrito por Marcelo Passos às 14h12
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"A economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a economia."
Autor: Millôr Fernandes, humorista e literato brasileiro (1924 - )
Buscar na Web "Millôr Fernandes, humorista e literato brasileiro (1924 - )"
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Escrito por Marcelo Passos às 01h33
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Importância dos sistemas financeiros
Ha-Joon Chang é professor e diretor-assistente de estudos sobre o desenvolvimento na Universidade de Cambridge. Escreveu o ótimo livro "Kicking Away the Ladder: Development Strategy in Historical Perspective". Aqui no Brasil foi publicado com o título “Chutando a Escada: A Estratégia do Desenvolvimento em Perspectiva Histórica." Pois é, aqui vale o provérbio italiano: tradutore, traditore...
Chang aponta que o estabelecimento de sistemas financeiros eficientes passou a ser considerado um pré-requisito para o desenvolvimento institucional dos países emergentes, devido, sobretudo ao aumento do risco de crises bancárias internacionais no anos 80 e 90 do século passado.
Todavia, mesmo nos países desenvolvidos, a criação de instituições reguladoras da atividade financeira foi um processo lento, tendo ocorrido de forma tardia. A única exceção entre esses países foi a Grã-Bretanha.
De acordo com o autor, países como Inglaterra, França, Prússia, Suécia e Portugal desenvolveram tardiamente seus sistemas bancários. Os países desenvolvidos só consolidaram seus sistemas bancários no começo do século XX. As relações pessoais e de parentesco, até então, norteavam a concessão de empréstimos nestes países. Havia baixo grau de profissionalismo na intermediação de crédito até esta época.
Aliás, a história monetária das nações se confunde com a história das relações de confiança entre elas. A partir da relações de confiança e do desenvolvimento do comércio o crédito se desenvolveu e, ao fim e ao cabo, as formas de intermediação financeira se aperfeiçoaram.
Escrito por Marcelo Passos às 01h13
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Condições necessárias, mas não suficientes
Para Chang os três pilares de sustentação para o desenvolvimento dos mercados financeiros são: (i) sistema bancário eficaz (já temos); (ii) banco central eficiente (temos?); (iii) mercado de capitais dinâmico (ainda há o que fazer).
O autor não fala de banco central independente, mas eficiente.
Vários governos de países emergentes se esforçam para estabelecer, articular e aperfeiçoar suas instituições de mercado de capitais. Tais mercados de capitais foram vitais para o processo de acumulação de países como a Espanha, Grã Bretanha, Taiwan, Cingapura, Canadá, EUA e México.
É curioso lembrar que países como Japão, China, Alemanha e Coréia do Sul possuem sistemas financeiros em que a maior parte dos recursos para financiamento dos investimentos produtivos vêm dos empréstimos bancários e não das emissões acionárias das empresas.
Ocorre que estes três países, por coincidência ou não, possuem baixa propensão a consumir.
Em países como Inglaterra, Espanha e Estados Unidos, há alta propensão a consumir e a maior parte da obtenção de capital pelas empresas é feita via mercado de capitais.
Todavia, a literatura entre a propensão marginal a consumir e as estruturas dos sistemas financeiros - que podem ser fundamentadas no crédito ou nas transações acionárias - não é conclusiva.
Exatamente por isto, é plausível supor que o desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil talvez seja uma condição necessária para o amadurecimento do nosso capitalismo.
Outra condição necessária para o desenvolvimento do mercado de capitais é a redução da taxa de juros. – aliás, necessária para o bem-estar de todos os agentes econômicos, exceto dos portadores de títulos pós-fixados - seria a redução da taxa de juros. Não há como se ter investimentos massivos em ações quando se tem a maior taxa real de juros do mundo.
Aliás, caro leitor, como você, eu e a torcida do Flamengo sabemos, a queda da taxa de juros é condição necessária para o bem-estar de todo mundo.
Exceto daquela minúscula parte da torcida que comprou títulos pós-fixados do governo.
Aquela mesma parte que detém 60% de sua dívida.
Escrito por Marcelo Passos às 01h09
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