"The ballot is stronger than bullets"

Autor: Joseph Alois Schumpeter (1883-1950)

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Categoria: Citação
Escrito por Marcelo Passos às 02h07
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Roberto Lavagna e o crescimento argentino

O ex-ministro da economia da Argentina, Roberto Lavagna,  participou de um colóquio no Instituto de Ciências Políticas de Paris.

 

Lavagna foi o principal arquiteto da retomada da economia portenha. Após a crise econômica de 2001, certamente uma das piores da história do capitalismo em tempos de paz, e a conseqüente moratória do país, a Argentina vem crescendo vigorosamente desde meados de 2002. Ano passado, o país cresceu 9,2%.

 

Em 2002, Lavagna encontrou as reservas internacionais da Argentina no nível crítico de US$ 9 bilhões. Atualmente as reservas estão em US$ 42  bilhões. O país renegociou no início de 2005 aproximadamente 75% da sua dívida privada externa e quitou junto ao FMI, no final deste mesmo ano, uma dívida de US$ 15 bilhões.  

 

Afora o fato do presidente Néstor Kirchner ter alguns arroubos anti-capitalistas e os preços estarem subindo um pouco além da conta, a economia argentina tem obtido ótimos resultados.

 

A Argentina vem obtendo superávits primários significativos, tal como o Brasil. A diferença é que a previsão de crescimento para este ano, lá, é de 7%; cá, é de 3,5%, segundo o Ipea.

 

Só falta os argentinos ganharem a Copa do Mundo.



Escrito por Marcelo Passos às 23h28
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Adelante, hermanos

A Argentina, tal como já foi escrito aqui no blog, no post "Risco-país e juros reais" (19/02/2006), possui um dos menores juros reais do mundo. E, embora ainda não tenha recuperado os indicadores sociais que exibia antes da crise, o desemprego foi reduzido de 24% para 10,2% da população economicamente ativa. Foram criados 2,4 milhões de postos de trabalho, o que equivale à população de Belo Horizonte.

 

A taxa de desemprego no Brasil foi, em novembro último, 10,4%, pelo DIEESE (9,6%, pelo IBGE).

 

A taxa de investimento portenha é de 21,6%. A taxa de investimento brasileira foi, no primeiro semestre do ano passado, 19,9%. No segundo semestre, como a torcida do Flamengo já sabe, embora o dado ainda não tenha sido divulgado pelo IBGE, a taxa caiu. Portanto, nossos vizinhos já investem mais do que nós, embora Lavagna admita que a Argentina ainda não invista o suficiente para crescer ainda mais.

 

Em uma notícia publicada no Le Monde, traduzida por Paulo A. Paranaguá para o site do UOL, Lavagna diz: "Já faz três anos e meio, a Argentina vem registrando resultados macroeconômicos que não se verificavam há cinco décadas. Em primeiro lugar, nós aumentamos o excedente fiscal para 4%, após termos partido de um déficit de 2%. Em segundo lugar, nós registramos simultaneamente um forte crescimento acompanhado de um crescimento de 9% do produto interno bruto (PIB), e de um superávit das contas-correntes e da balança comercial".

 

Adelante, hermanos.



Escrito por Marcelo Passos às 23h27
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"O mais valioso capital é o que se investe em seres humanos."

Autor: Alfred Marshall (1842-1924)

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Quando: Principles of Economics (1890)



Categoria: Citação
Escrito por Marcelo Passos às 22h25
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IX Encontro Anpec Sul

IX Encontro Anpec/Sul - Florianópolis - 06 E 07 de Julho de 2006

 

O envio dos artigos para julgamento da Comissão Científica deverá ser feito até o dia 28 de abril (data da postagem).

 

O endereço para o envio do trabalho e demais itens solicitados é: Universidade Federal de Santa Catarina / Centro Sócio-Econômico / Programa de Pós-Graduação em Economia / Campus Universitário / Bairro Trindade/ 88049-970   Florianópolis (SC)

A inscrição no evento custará R$ 100,00 para professores e profissionais e R$ 40,00 para alunos (com comprovante). Aqueles que tiverem trabalho selecionado, terão descontado no valor da inscrição o montante pago para a submissão do mesmo. Se for estudante com trabalho selecionado, a inscrição torna-se gratuita.

 

Informações:

 

e-mail:ccpge@cse.ufsc.br

home-page: www.cpge.ufsc.br

Fone:          (48) 3331 – 9901

Evelise Elpo da Silveira (Secretária).



Escrito por Marcelo Passos às 12h56
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Econometrics in Rio

From Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV) website:

 

"The conference Econometrics in Rio is an opportunity to have an integrated view of econometric and statistical theory and its applications to a wide array of estimation problems in economics and finance, specially in the areas of panel data, quantile regression, and time series. The conference will feature 8 invited lectures as well as contributed sessions with open submission of papers.The idea is to minimize the number of sessions running concurrently so as to allow for a high-quality discussion between speakers and audience.

This is the third of a series of econometrics conferences the Getulio Vargas Foundation plans to organize every second year. The proceedings of the first and second conferences, Common Features in Rio and Semiparametrics in Rio, will be published as an Annals Issue of the Journal of Econometrics."

 

A final important note: this conference will occur in July 20th to July 22nd, 2006. It wil take place in  Graduate School of Economics of the Getulio Vargas Foundation Rio de Janeiro, Brazil. 



Escrito por Marcelo Passos às 01h20
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Isenção do IR e taxa de câmbio

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) decidiu na semana passada  isentar os investidores estrangeiros da incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos na compra e venda de títulos públicos. O objetivo da medida é reduzir a curva de juros definida no mercado futuro e a termo. Com a isenção do IR, espera-se que o capital estrangeiro adquira papéis que vencem em prazos maiores, permitindo o alongamento do perfil da dívida, agora muito concentrada em títulos pós-fixados que rendem Selic e são negociados no curtíssimo prazo, no overnight.

 

A STN espera que, com a aceitação de papéis com maior maturidade, seja possível, ao longo do tempo, colocar papéis prefixados, mudando a composição do endividamento público. Supõe também que isto abrirá espaço para uma redução mais forte da taxa Selic, por parte do BC.

 

Contudo, há algum tempo, o BC não vem observando a composição do endividamento para reduzir juros. O BC, no atual regime de metas, sempre mira a expectativa de inflação para balizar a Selic. Além do mais, o BC é extremamente conservador na avaliação dessa expectativa.



Escrito por Marcelo Passos às 16h22
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Indesejável paradoxo

Então poderemos chegar a um indesejável paradoxo:  se as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) não apressarem o andamento, de largo  para moderato, dos cortes da taxa Selic, os compradores de títulos públicos terão isenção tributária aliada a juros altos, o que manterá o já estratosférico retorno de suas aplicações.

 

Os aplicadores também poderão remeter o dinheiro para fora do país e repatriá-lo investindo em títulos públicos. Os aplicadores domésticos serão tributados e os externos (inclui-se aqui também os que repatriam capitais do exterior) não o serão. Teremos assim um processo de arbitragem que levará em conta a defasagem entre os rendimentos do aplicador doméstico e do estrangeiro.

 

A evolução da taxa real de juros será fixada, dado o viés ortodoxo do BC, com base no rendimento menor dos aplicadores domésticos. Os aplicadores estrangeiros terão a prerrogativa de compartilhar o seu maior rendimento, dada a isenção do IR, com as instituições financeiras que atuam no mercado cambial e no mercado aberto. 

 

Como estas operações passam pelo mercado cambial, uma depreciação da taxa real de câmbio reduzirá o ganho do aplicador estrangeiro, uma vez que a moeda estrangeira que comprar títulos públicos será remunerada em reais. Portanto, na hipótese de uma conjuntura de alta volatilidade da taxa cambial, tal como a que vivemos nos últimos anos, o que pode ocorrer é uma perda do interesse do aplicador estrangeiro por títulos públicos nacionais. Isto certamente provocaria saída de capitais e novo aumento da instabilidade cambial.

 

Assim sendo a curva de juros prefixados desejada pela STN contribui para que praticamente se inviabilize qualquer mudança futura na política cambial. Não havendo um mínimo de previsibilidade da taxa de câmbio, não há como esperar qualquer mudança da política de câmbio, como os desejáveis mecanismos de controle cambial,  em um horizonte próximo. 



Escrito por Marcelo Passos às 16h21
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Website de José Luis Oreiro

http://www.joseluisoreiro.ecn.br/artigos.phpp:/

Classificação:

José Luis Oreiro é professor adjunto do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pesquisador do CNPQ. Graduado em Ciências Econômicas pela FEA/UFRJ (1992), mestre em Economia pela PUC/RJ (1996) e doutor em Economia pelo IE/UFRJ (2000). Especialista em Macroeconomia Dinâmica, Crescimento Econômico e Economia Monetária. 



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Escrito por Marcelo Passos às 23h25
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Website de Luiz Fernando de Paula (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ)

http://paginas.terra.com.br/educacao/luizfpaula/paginas/cursos.htm

Classificação:

Luiz Fernando de Paula é professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do CNPQ. Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi pesquisador visitante do Centre for Brazilian Studies da Universidade de Oxford.



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Escrito por Marcelo Passos às 23h17
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