"A parte mais importante do progresso é o desejo de progredir"
Autor: Seneca, filósofo romano (65 A.C. - 4 A.C.)
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Sêneca
Categoria: Citação
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 12h53
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Política fiscal expansionista
Guido Mantega, ao que tudo indica, será menos ortodoxo com o aumento dos gastos públicos.
A idéia do ministro da Fazenda, apoiada pelo Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, é fazer com que a evolução da razão entre despesas correntes e PIB seja reduzida não pelo controle das despesas, mas pelo aumento do PIB.
Sábia decisão. Afinal, atingir uma combinação saudável entre as taxas de crescimento do PIB e as taxas de inflação são o desafio maior que o país enfrenta. E não há como atingir uma taxa de crescimento consistente com meta de superávit de 4,75% do PIB, como queria Palocci.
No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que foi enviado recentemente ao Congresso Nacional, há uma meta de redução das despesas correntes em um andamento de 0,1 ponto percentual do PIB até 2009. Em 2009, a meta do ministro Paulo Bernardo é alcançar um nível de 17,41% do PIB. No ano passado, a LDO previa fixar um nível máximo de 17% do PIB para estes gastos. Neste ano eleitoral, a previsão é que os gastos correntes somem 17,71% do PIB. Já se fala em não mais reduzir gastos correntes, mas elevar o denominador da razão: o PIB, até porque as despesas correntes só fizeram subir nos últimos anos (gráfico)

Fonte: Folha de São Paulo e Ministério do Planejamento
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 12h09
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A meta e o método
Contudo, tal meta só será alcançada, de acordo com projeções de Gustavo Patu, da sucursal de Brasília da Folha de São Paulo, se houver um crescimento médio de 4,9% até 2009. O desafio, neste eventual cenário positivo, será manter a inflação sob controle. Na história econômica do país, nunca houve um quadriênio com crescimento neste patamar e inflação baixa. O governo supõe, realisticamente, que há uma correlação positiva entre gasto público corrente e crescimento.
A tabela abaixo mostra as projeções do governo.
Tabela 1 – Projeção do crescimento do PIB e dos
gastos federais correntes/PIB

Fonte: Folha de São Paulo e LDO para 2007.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 12h07
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Roformas: já passou da hora
O que não se pode ignorar é que os benefícios pagos pela Previdência são os que mais afetam a soma dos gastos correntes federais. As despesas correntes são as de pessoal, gastos sociais, custeio da administração pública, gastos previdenciários e assistenciais. Excluindo os gastos previdenciários, todos os demais itens que compõem as despesas estão congeladas em 10% do PIB desde de 1995. O problema crucial, que urge ser atacado, são exatamente os pagamentos dos benefícios previdenciários, que subiram dos 4,8% do PIB, em 1995, para os 7,93% previstos para este ano.
Outro problema é que, quando se mantém os gastos correntes, tudo mais mantido constante, se aceita, implicitamente, a carga tributária elevada que aí está (de cerca de 38% do PIB).
Ou seja, já passou da hora de o país concluir as Reformas Tributária e Previdenciária, que ainda estão em tramitação no Congresso Nacional.
Se este ano não há condições políticas para tanto, ano que vem não haverá mais desculpas.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 11h59
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Política fiscal: o que os investidores pensam
Guido Mantega, em sua recente viagem aos EUA, participou da Reunião de Primavera do FMI e do Banco Mundial. Encontrou-se com três das mais influentes personalidades internacionais: o Secretário do Tesouro dos EUA, John Snow; o diretor-geral do FMI, Rodrigo Rato e o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz.
Há uma certa expectativa no âmbito financeiro internacional sobre o comprometimento de Mantega com a ortodoxia fiscal de Palocci.
O mercado financeiro quer que Mantega dê provas de austeridade fiscal. Tais provas são difíceis em um contexto de elevação média de 0,9% ao mês das despesas de custeio, nos últimos 12 meses, e de ano eleitoral. Nem mesmo são desejáveis, uma vez que o país precisa crescer.
O impacto deste aumento de gastos é de R$ 7,5 bilhões, conforme estimativa da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que também aponta uma tendência de superávit de 2,05% do PIB, se for mantido o atual perfil evolutivo dos gastos.
Bem aquém dos 4,75% desejados pelo mercado financeiro e da meta fiscal de 4,25%.
Ou seja, se o crescimento vier forte, neste ano de 2006, até mesmo o afrouxamento da política fiscal servirá como argumento favorável. Neste contexto, a aprovação das reformas contribuiriam para reforçar o eventual ciclo de crescimento do país.
Todavia, se o crescimento não vier no ritmo esperado, tal como ocorreu no ano passado, a política fiscal será vista como irresponsável. Será inadiável a aprovação das reformas no ano que vem, após as eleições terem sido realizadas, com qualquer resultado vindo das urnas.
Com qualquer cenário de crescimento, é importante perceber que as reformas terão que ser aprovadas no ano que vem.

Guido Mantega
Ministro da Fazenda
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 11h56
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