O que influencia a criminalidade?
A criminalidade caiu muito na década passada em várias cidades dos EUA.
No livro “Freakonomics”, de Steven Levitt e Stephen J. Dubner, há uma análise interessante sobre os fatores que estão correlacionados à redução da criminalidade norte-americana.
Para Levitt e Dubner os fatores que puderam ser apontados como altamente correlacionados com este fenômeno foram:
- Mudanças positivas nas estratégias policiais
- Número maior de policiais
- Execução rigorosa e aumento das penas
- Controle da natalidade
Os três primeiros podem reduzir, no curto prazo, a criminalidade. O quarto fator é estrutural e de longo prazo.
Para melhorar as estratégias policiais é importante dotar a policia de inteligência nas investigações, o que pressupõe menor burocracia e qualificação do pessoal empregado na atividade de inteligência policial.
O segundo fator, pelo menos no caso de São Paulo, não é limitativo. Há um bom número de policiais por habitante na cidade de São Paulo.
O terceiro fator é determinante e complexo, pois envolve maior eficiência do Judiciário e consenso legislativo para modificar o Código Penal.
O quarto fator envolve questões importantes e polêmicas como maior rapidez e agilidade nos processos adotivos, distribuição de preservativos e contraceptivos, educação sexual nas escolas e incentivos ao planejamento familiar.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 17h00
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Baixa correlação
Curioso é assinalar os fatores que Levitt e Dubner consideraram ter baixa correlação com a redução da criminalidade dos EUA:
· Crescimento econômico
· Aumento da aplicação das penas de morte
· Remuneração pela devolução de armas
· Leis contra armas escondidas
· Aumento da demanda por entorpecentes
O chato é que os fatores acima fazem parte do paupérrimo debate sobre a criminalidade no Brasil. Neste país em que qualquer um opina sobre qualquer coisa e em que o governo e até mesmo jornalistas não se preocupam com considerar e analisar com um mínimo de profundidade a opinião de reais especialistas sobre o tema, não espanta que a situação tenha chegado ao ponto crítico que chegou em São Paulo.
Para concluir um trecho de uma reportagem da Globo.com: “Há alguns anos, Steven Levitt veio ao Brasil para tentar decifrar estatísticas de criminalidade. Ficou abismado com os números que encontrou. Por exemplo: a policia do Rio mata mais pessoas que os bandidos em Nova York.
Steven não acredita que os brasileiros sejam mais propensos ao crime que os americanos. Para ele, os problemas aqui são a corrupção na polícia, o alto índice de fugas da prisão, e a falta de punições mais rigorosas.”
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 16h52
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Boa notícia: o objetivo foi atingido
O BC divulgou as estimativas da dívida externa de abril.
O cálculo da dívida externa total, que leva em consideração os empréstimos intercompanhias, é de US$ 181,962 bilhões, em abril, e de US$ 188, 206 bilhões em março deste ano.
Estes empréstimos são feitos de multinacionais estrangeiras para suas filiais no Brasil. Totatlizaram US$ 20,1 bilhões em abril e US$ 19, 95 bilhões em março deste ano.
Quando o BC exclui estes empréstimos do cálculo da dívida, considerando-os como investimentos diretos, a dívida externa de abril de 2006 fica em US$ 161,682 bilhões e a dívida de março fica em US$ 168, 257 bilhões.
Em relação à abril, a dívida externa apresentou uma redução de 3,9%. Em relação à posição da dívida externa de dezembro do ano passado, de US$ 169, 450 bilhões, a redução foi de 4,58%.
Com a amortização dos bônus Bradies e com os pagamento de US$ 355 milhões referentes a outros débitos externos, cerca de 89,1 % da dívida externa de abril ficou composta por papéis com vencimento no médio e longo prazos. Em março deste ano este percentual era de 92,9%.
Muito bom que tenhamos conseguido atingir o objetivo de reduzir nossa dívida externa.
Mas os meios utilizados para atingir tal objetivo foram inadequados.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 10h53
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Má notícia: os meios foram inadequados
Os indicadores de solvência externa melhoraram nos últimos anos. Contribuíram para isto:
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a melhora a conjuntura internacional muito favorável, o que permitiu a manutenção de saldos comerciais expressivos desde o ano 2000;
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as elevadas taxas de juros reais, que atraíram capitais de curto prazo, apreciando o câmbio real;
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a boa gestão do ex-secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy.
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o efeito da apreciação cambial na mensuração do PIB nominal do Brasil. Taxa alta de câmbio faz o PIB crescer nominalmente. Como a muitos dos indicadores de solvência externa possuem o PIB no denominador (exportações/PIB, reservas/PIB, dívida externa/PIB etc.) há uma melhora, ainda que um tanto artificial, destes indicadores.
As altas taxas de juros, paradoxalmente, contribuíram na melhora do perfil externo do país, inclusive melhorando o PIB nominal, pela via da apreciação do câmbio real. É no mínimo questionável, contudo, que se obtenha melhora dos indicadores externos pelos meios da elevação dos juros, do câmbio e de uma política de controle da dívida interna afetada pelos próprios juros altos.
Portanto, para obter o desejável crescimento real e a manutenção da estabilidade do balanço de pagamentos (que ainda depende muito da aquecida demanda externa) é preciso que os juros caiam e, por tabela, que o câmbio retorne a um patamar que recupere a competitividade das atividades exportadoras, como a do agronegócio, por exemplo.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 10h43
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Expectativa de inflação menor
A Fipe projetou um IPC menor para este ano. A estimativa atual é de 3,65%, a anterior era de 3,68%.
Todavia, as projeções para o IGP-DI e o IGP-M deste ano subiram. A projeção anterior do IGP-DI anterior era 2,64%, agora é 2,92%; a do IGP-M era 2,86%, agora é 2,99%.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 17h22
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O que diz o Relatório Focus
O Relatório Focus, elaborado pelo Banco Central, aponta a tendência de taxas inflacionárias menores e crescimento maior.
De acordo com o Focus, o IPCA deste ano deve ficar em 4,32%, menor do que o do ano passado, que foi de 4,33%, e abaixo da meta de 4,5%.
A estimativa de crescimento do PIB para este ano é de 3,57%. O relatório ajustou para cima este número, pois o anterior apontava para uma taxa de crescimento de 3,51%.
O Focus aponta uma possível redução de meio ponto percentual na taxa Selic (taxa básica de juros) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Essa reunião ocorrerá nos dias 30 e 31 de maio. O relatório também prediz uma Selic de 15,25% no final do ano e uma Selic média de 15,28% para 2006.
Atualmente, a taxa Selic está em 15,75% ao ano.
A projeção da taxa cambial feita pelo relatório aponta, para o final do ano, um dólar custando R$ 2,20.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 16h01
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O Menino Doente
O menino dorme
Para que o menino
Durma sossegado,
Sentada a seu lado
A mãezinha canta:
- “Dodói, vai-te embora!
“Deixa meu filhinho.
“Dorme... dorme... meu...”
Morta de fadiga,
Ela adomeceu.
Então, no ombro dela,
Um vulto de santa,
Na mesma cantiga;
Na mesma voz dela,
Se debruça e canta:
- “Dorme, meu amor.
“Dorme, meu benzinho...”
E o menino dorme.
Poema de Manuel Bandeira (1886 - 1968).
Abençoadas sejam as mães do mundo.
Feliz dia das mães.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 08h11
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