Instabilidade financeira
Nesta última segunda-feira a taxa de câmbio nominal subiu fortemente e o Ibovespa, no pior momento do dia, chegou a despencar 4,5%.
Os analistas do mercado financeiro atribuíram à instabilidade da economia internacional à uma expectativa de alta da inflação norte-americana.
O temor é que Ben Bernanke, o presidente do Fed, venha a aumentar a taxa básica de juros dos Estados Unidos. Esse aumento faria com que houvesse uma realocação nos porftólios dos principais investidores globais. Diz a teoria keynesiana que alterações nos juros levam a alterações nos portfólios de investimentos que, por sua vez, levam a modificações nas variáveis reais da economia. Aquelas que em um passado remoto costumavam dar Ibope no Brasil, tais como consumo, renda, investimento, emprego etc.
Há também quem afirme que esteja ocorrendo uma queda nos preços das commodities aliada com a forte e contínua alta nos preços do petróleo O que permitiria supor que o atual ciclo expansivo da economia internacional (um dos mais vigorosos da história, diga-se) estaria se esgotando.
Muito pouco foi dito sobre as motivações especulativas externas e internas dos mercados financeiros.
Especuladores são importante para dar liquidez aos mercados financeiros, bem como para proteger o lado produtivo das oscilações nos preços de ativos reais e financeiros. No entanto, como se diz no jargão futebolístico "o jogo é jogado e o lambari é pescado". Traduzindo, especuladores utiizam informações para ganharem dinheiro no curto prazo. Assim funciona o mundo capitalista. Aliás, assim deve funcionar.
Contudo, como a mídia brasileira em geral apenas glosa as versões do mercado financeiro, não espanta que pouquíssimas matérias tenham comentado as motivações especulativas que contribuíram para a instabilidade do início desta semana.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 21h57
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