O endereço deste blog mudou
O novo endereço é http://econocronicas.zip.net
Escrito por Marcelo Passos às 20h38
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“Não pode haver liberdade individual real na presença de insegurança econômica."
Autor: Chester Bowles (1901-1986), diplomata e político norte-americano.

Escrito por Marcelo Passos às 19h31
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Setores mais dinâmicos da Economia Brasileira
Fiz um levantamento a partir de dados setoriais de edições da revista "Maiores e Melhores da Exame", no período de 1997 a 2005.
Com as séries de indicadores da revista, elaborei rankings de investimento no imobilizado, crescimento das vendas, riqueza por empregado etc.
A conclusão é que os setores mais eficientes da economia real brasileira (empresas não-financeiras), no período considerado, são:
- Mineração (Vale do Rio Doce, MBR, Magnesita, etc.)
- Farmacêutico, Higiene e Cosméticos (Natura, Biobrás etc.)
- Química e Petroquímica (Petrobrás, Copesul, Ultrafértil, Braskem etc.)
- Tecnologia e Computação (Itautec, Positivo Informática, Lupatech etc.)
- Siderurgia e Metalurgia (Usiminas, Gerdau Açominas, CSN, Cosipa etc.)
- Mecânica (Weg, Embraco, Bardella etc.)
- Telecomunicações (Telemig, Telemar, Brasil Telecom etc.)
- Construção (Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, etc.)
Setores mais dinâmicos da Economia Brasileira (1997 a 2006)

Fonte: Cálculos do autor e Revista Exame Maiores e Melhores (1997- 2005)
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 17h04
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Reformas Fiscal e Tributária
Gilberto Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário concedeu uma entrevista à revista Isto É Dinheiro, que já está disponível nas bancas.
Algumas frases de Amaral:
“...desde a promulgação da Constituição de 1988 foram editados 3,5 milhões de normas, ou seja, adendos ao texto original, e que desse total 229 mil modificam a estrutura tributária. Há uma volúpia legislativa que gera ônus enormes tanto para as empresas como para as pessoas físicas”.
“No campo tributário acabamos tendo empresas indo para a sonegação e informalidade. Há casos e mais casos de corrupção porque os agentes que cometem a infração não têm medo da punição. Eles ficam tranqüilos porque esse emaranhado de leis os favorece. Em matéria penal, por exemplo, quando a norma é conflitante ela beneficia o réu”.
“As principais empresas brasileiras preferem fazer investimento em outros países e as estrangeiras temem essa nossa insegurança jurídica. Há um custo enorme das empresas, estimado em R$ 30 bilhões por ano, gasto só para acompanhar a questão tributária”.
“ A carga tributária é muito mais nociva do que os juros. É a carga tributária que leva ao aumento dos juros”.
“Existe um efeito perverso da carga tributária que é o custo financeiro para pagar tributos. As empresas têm de financiar essa distorção porque elas pagam os tributos antes de receber suas receitas. Elas antecipam em média 28 dias por mês e por isso têm de se financiar no mercado. Quando vão ao mercado, elas geram uma demanda maior que a oferta e é lógico que, se você tem uma procura muito acentuada por recursos, os juros aumentam”.
“Falar em reforma tributária não é o ideal. A reforma se tornou uma desculpa para que os governos não mexam num sistema tributário que lhes propicia uma altíssima arrecadação”.
“ A reforma tributária tem de ser precedida de uma reforma fiscal”.
“ O governo tem que ter coragem para reduzir tributos. É preciso cortar PIS/Cofins e ICMS. Não tem jeito. O ICMS, quando criado, tinha alíquota média de 16%. Hoje, a taxa cobrada nos serviços de comunicação, luz e energia chega a 22%”.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h56
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"Não pode haver liberdade individual real na presença de insegurança econômica."
Autor: Chester Bowles (1901-1986), diplomata e político norte-americano.
Buscar na Web "Chester Bowles"

Chester Bowles
Categoria: Citação
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h57
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Medidas para o setor bancário
O Conselho Monetário Nacional aprovou no mês passado um conjunto de medidas que visam aumentar a concorrência no sistema bancário.
Na semana que vem o Ministério da Fazenda irá regulamentá-lo.
Depois de amanhã, na segunda-feira, haverá a decisão final sobre dois assuntos importantes:
- a possibilidade de o devedor de um banco transferir para outro o crédito consignado e o crédito imobiliário;
- a implementação do crédito consignado para empresas. A empresa poderá vir a usar o seu faturamento como garantia;
Mas uma medida já está praticamente decidida: o cliente de um banco poderá transferir sua dívida para outro banco, se este lhe oferecer melhores prazos, juros e exigir garantias mais suaves. A transferência ficará isenta de CPMF.
Atualmente, os bancos só competem na cobrança de tarifas e na venda de serviços financeiros.
Praticamente não existe competição nenhuma na oferta de crédito.
Há controvérsias sobre o efeito destas medidas no grau de concorrência do setor bancário.
Pessoalmente, creio que a redução paulatina das taxas de recolhimento compulsório e dos tributos incidentes sobre a atividade bancária (CPMF, Cofins, IOF, IRPJ etc.) dariam mais resultados na redução do spread.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 16h44
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Do blog de Fernando Rodrigues:
"No mundo financeiro, todos à espera da nova pesquisa do Datafolha amanhã
O boletim de hoje da Merrill Lynch a seus clientes diz que no Brasil “todos os olhos” estão voltados para a pesquisa Datafolha, cujo campo termina amanhã (sexta-feira) e o resultado sai no jornal de sábado.
“Pouco significativamente importante aconteceu desde a realização do segundo turno”, informa a ML, um dos mais respeitados bancos de investimentos dos EUA. Além da pesquisa Datafolha, outro fato a considerado, segundo a corretora e banco de investimentos é o debate de domingo entre Lula e Alckmin, na TV Bandeirantes, às 20h."
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 21h48
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A lógica da usura
Do site de Joelmir Betting:
"Tem lógica? Parece que não, mas alguma coisa existe, sim.
Para o presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Abram Szajman, considerando o alto nível dos juros do crédito ao consumidor, a lógica atual dos financiamentos de 12 meses, é a seguinte: "no primeiro mês, paga-se a inflação do ano. No segundo, liquida-se o custo real do empréstimo e nos outros dez meses, colabora-se para garantir o lucro dos bancos e os impostos do governo".
(28/09/2006)
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h39
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Dívida, seca e câmbio valorizado
Muitos produtores agrícolas não estão conseguindo suportar a perversa combinação de alto custo de suas dívidas, rentabilidade decrescente e perdas associadas ao clima desfavorável.
Historicamente, para solucionar crises como a atual, os agricultores costumam apelar para a renegociação das dívidas com o governo. Depois, com as dívidas equacionadas, o setor costuma promover ma realocação de seus investimentos.
Agora, vários agricultores redirecionam o foco de seus negócios, buscando culturas com maior rentabilidade e menor risco. A ordem é diminuir o endividamento e aumentar a lucratividade.
Isto vem acontecendo com o segmento produtor de açúcar e álcool, que aumenta a área cultivada.
Por outro lado, outras culturas que se apresentam no momento como menos rentáveis, tais como o algodão, apresentam redução de investimentos.
No mais, é triste constatar que a atual produtividade do agronegócio depende muito da demanda externa elevada.
Infelizmente, um setor altamente competitivo como o agronegócio, tornou-se muito dependente das exportações.
É hora de uma política agrícola de longo prazo ser implementada no país.
A discussão passa pela elevação dos financiamentos de longo prazo e por políticas microeconômicas de sustentação da atividade agropecuária.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h14
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A política econômica não muda?
A política econômica não muda com Lula ou Alckmin.
Essa constatação, embora sem nenhum fundamento, vai ganhando ares de opinião abalizada.
Sugeri no post anterior algumas leituras para quem quiser examinar os possíveis cenários econômicos do próximo governo.
Obviamente, o regime de metas não muda, nem o compromisso com a estabilidade fiscal.
Mas a combinação entre as políticas monetária, fiscal e cambial pode mudar bastante.
De um eventual governo Alckmin, espera-se um controle maior das despesas correntes e uma maior redução da carga tributária.
De um eventual governo Lula, espera-se uma política fiscal menos apertada (dada a ênfase posta nos gastos sociais e a provável dificuldade na aprovação da Reforma da Previdência) e uma carga tributária, no mínimo, igual à atual (cerca de 39% do PIB).
Em relação à política monetária, as metas de inflação fixadas pelo Conselho Monetário Nacional já foram definidas, certamente.
Mas o modus operandi do Banco Central no uso dos instrumentos de política monetária varia de acordo com a composição da sua diretoria, com o perfil do seu presidente, do ministro da Fazenda, do Secretário de Política Econômica e até mesmo do próximo presidente.
Onde não haverá muitas mudanças, tanto com Lula quanto com Alckmin, é na política cambial. O BC não possui instrumentos efetivos para lidar adequadamente com o volume e a intensidade dos fluxos de divisas do mercado de cãmbio. Infelizmente, também é difícil supor que um dos dois candidatos admitiria, como presidente da República, a adoção de mecanismos de controle cambial.
Aliás, houve mudanças na política econômica entre as gestões de Palocci e Mantega como ministros da Fazenda.
A política econômica, como já disse aqui no blog, é feita por pessoas.
Pessoas pensam diferente e decidem de modo diferente.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 19h00
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A abertura econômica e o próximo governo
A idéia de redução de tarifas para insumos importados dos quais a indústria do país depende não agrada à Mantega (ministro da Fazenda) e à Almeida (secretário de política econômica).
A redução de tarifas seria benéfica para o país. Pelos seguintes motivos:
i) induziria o crescimento de setores industriais dependentes de insumos importados (segmentos de máquinas e equipamentos, eletroeletrônico, químico, farmacêutico, fertilizantes, tintas etc.);
ii) provocaria uma pressão baixista sobre a taxa de câmbio; aliviando a necessidade de o BC intervir no mercado cambial;
iii) pela via do câmbio mais baixo, tornaria as empresas exportadoras mais competitivas;
iv) abriria mercados para as empresas exportadoras no exterior, pois a redução das tarifas exigiria reciprocidades para a abertura de mercados externos para produtos brasileiros exportáveis (produtos do agronegócio, minério de ferro, aviões etc.)
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 18h51
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A futura política econômica
Já se sabe que Lula enfrentará Alckmin no segundo turno.
Quem desejar especular sobre a futura política econômica deve ler os artigos de Yoshiaki Nakano (cérebro econômico de Alckmin) e rever as recentes decisões e declarações de Guido Mantega e José Sérgio Gomes de Almeida (cérebros econômicos de Lula).
Uma sugestão é ler os artigos recentes de Nakano na revista Conjuntura Econômica, da Fundação Getúlio Vargas.
Outra sugestão é comparar as posições de Almeida e Mantega antes de tomarem posse, respectivamente, dos cargos de Secretário de Política Econômica e Ministro da Fazenda, com as recentes decisões tomadas pela dupla.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h43
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Números da eleição
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Até as 23: 28, as apurações não permitem qualquer previsão responsável.
O jogo vai ser decidido no finalzinho do segundo tempo.
Mas o que impressiona é o número de votos nulos e de abstenções (que, somados, dão 21,64% dos 94,57% do total dos votos apurados até agora). |
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 21h22
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Do site do UOL:
Empate absoluto entre Lula e soma de rivais deixa eleição indefinida
Os quase 126 milhões de brasileiros que votarão neste domingo irão às urnas com um quadro indefinido na eleição presidencial. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada pelo "Jornal Nacional" da TV Globo neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu três pontos percentuais e, agora, tem 50% dos votos válidos - mesmo número da soma das intenções de voto de seus rivais. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% mais um dos votos válidos. Ou seja, a realização ou não de segundo turno está indefinida.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 00h42
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Eleições no Paraná
Do site do Datafolha:
Eleições2006 -28/09/2006 Intenção de voto para governador do Estado do Paraná Faltando menos de quatro dias para as eleições, pesquisa realizada pelo Datafolha entre os dias 27 e 28 de setembro, em 68 municípios junto a 1.280 eleitores, mostra que o atual governador Roberto Requião (PMDB) mantém a liderança na disputa com 44% das intenções de voto.
Escrito por Marcelo de Oliveira Passos às 22h40
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